Entrevista | Banda Venice

quinta-feira, novembro 17, 2016 Hell F. 4 Comentários

A Venice volta à cena do rock nacional para mostrar seu novo trabalho, intitulado Santuário. Com letras fortes e riffs pesados, o quinteto mescla metal e hardcore em um som moderno. Os vocais cleans e berrados se misturam contagiando o público por todo o Brasil. A Venice é formada por Thi, Leo, Pedro, Sérgio e Hideki, que concederam esta entrevista para apresentar o retorno do grupo. 

Acervo da banda

Meninos, nos informem o seu ano de formação, integrantes e respectivos instrumentos.
A Venice foi lançada em janeiro de 2013, mas em 2015 passou por uma reestruturação, mudança de integrantes e em 2016 foi relançada com uma nova proposta, uma nova identidade, uma nova banda. Atualmente é composta por Thi no vocal, Leo na guitarra, Sergio na guitarra solo, Pedro na bateria e Hideki no baixo.

Como a banda começou?
A banda começou com dois amigos que tinham um projeto de fazer um som diferente, original e que agradasse o máximo de público possível. Com o tempo as ideias foram ficando cada vez mais concretas e assim surgiu a Venice, que no início tinha outro nome.



Quais são as principais influências para a Venice (em cenário mundial)?
No álbum Santuário, as maiores influências foram Beartooth, While she sleeps, Bring me the horizon e Slipknot.

Venice em abertura de show para a banda francesa Chunk no Captain Chunk (Acervo da banda)

Como é a cena do metal e do hardcore no Rio de Janeiro?
A cena carioca anda bem fraca. Shows vazios, falta de público, poucos eventos que realmente fazem o cenário se mover. Claro que existem pessoas e bandas que tentam, de todas as formas, fazer a cena crescer de novo e nós realmente acreditamos que isso vai acontecer, por isso estamos aí, com material novo e colocando a cara para tentar aparecer.

O Rio é um estado conhecido por ritmos como funk, samba e pagode. Vocês já sofreram algum tipo de preconceito por fazerem parte de um estilo completamente diferente do predominante?
Mesmo não sendo o principal estilo musical do Rio de Janeiro, a molecada aqui curte um rock and roll. Por todos os lugares que passamos encontramos pessoas carentes de rock nacional com qualidade e bandas que eles realmente se identifiquem. Já olharam de cara feia quando chegamos com todo o nosso equipamento para fazer certos shows, mas não por ser uma banda de rock.


Já tocaram em outros estados? Quais? Conte-nos um pouco das experiências interestaduais.
Em nosso primeiro ano de banda fizemos quase 60 shows. Foi um puta começo. Já passamos por cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Tivemos uma ótima passada pelo Sul também, conhecendo Floripa e Curitiba.

As letras em português afastam ou aproximam o público-alvo? Por quê? 
Tentamos dar uma pegada "gringa" para as nossas músicas, mas ao mesmo tempo decidimos por escrever em português para que o público realmente se identifique com nosso trabalho na sua língua nativa. É bem difícil escrever em português e passar uma mensagem mais profunda, tentando, ao mesmo tempo, escrever de forma simples. Mas acredito que estamos conseguindo. Estamos sendo bastante elogiados pelas letras e as pessoas tem se conectado com elas. Vendaval é uma música que muita gente chega e fala que chorou ouvindo, por exemplo. Isso é muito bom!

Venice no Niterói Tattoo Fest (Acervo da banda)

Quais são as vantagens de manter uma banda underground hoje em dia?
Toda banda tem que passar pelo underground. Tem que carregar equipamentos e tem que tocar em buracos mesmo que com o tempo cresça. Nossa meta é crescer, é viver da banda. Acredito que para o underground voltar a funcionar como já funcionou, falta muita organização e respeito. Até lá, o ponto positivo que vemos é o contato e o carinho direto dos fãs.

E as desvantagens?
A principal desvantagem é o desrespeito com o trabalho das bandas - é não tratar como um trabalho, fazendo com que os músicos tenham que tirar do bolso para pagar as próprias despesas.


Conte-nos um pouco do processo de criação do álbum disponibilizado no canal de vocês (Venice Brasil).
Foi um álbum complicado. Estávamos trocando o vocal da banda, mudando o estilo. Mas durante o processo de criação tudo ficou mais fácil, porque dessa vez estávamos criando algo que realmente acreditávamos. As composições fluíram a partir de riffs de guitarra, que viravam todo um arranjo e depois trabalhávamos nas letras. No final chegamos no resultado que vocês podem escutar no nosso álbum, que todos nós escutamos direto porque nos agrada bastante.

Quais são os contatos para shows?
Principal meio de nos contratar é através do nosso e-mail venicecontato@gmail.com ou pelo telefone (21) 972737074.

Onde os fãs podem acompanhar a agenda?
As principais mídias sociais que usamos são a Fanpage, o Twitter e o Instagram.
 
Quais são seus principais canais nas redes (links, por gentileza)?
Além dos links acima, o canal do Youtube.


Vale ressaltar que TODA a equipe do Faroeste curtiu muito o som da Venice e esperamos mesmo que nossos leitores apoiem a cena nacional e procurem conhecer o som de quem luta por um lugar ao sol em nosso amado circuito underground. Agradeço ao Leo e aos meninos pelo bate-papo e desejo sucesso para a banda!

Valeu, gente, até a próxima entrevista =*
Hell (bat0mcomalcool)

AUTOR

Hell (bat0mcomalcool). Vulgo Hell {Ellen F.}. Ex-punk, fumante inveterada, colorida e rabiscada. Geminiana em dobro. Filha de Xoroquê e neta da Grande Mãe. Adotou o deboche como filosofia de vida e aceita a decadência como eterna companhia. Viciada em História, política, poesia, cultura vintage, seriados, literatura e The Sims.

4 comentários:

  1. Olá,

    Que entrevista d'hora. Sinceramente o Brasil é bem escasso de bandas do meio underground mesmo, os eventos que vou tocam mais bandas de rock nacional no estilo do blues ou rock'n roll. São boas, mas é legal ver uma maior diversificação do gênero. Sucesso para os rapazes da banda.

    Até mais!
    Karolini
    womenrocker.blogspot.com

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  2. Ótima entrevista!
    Parabéns aos meninos da Venice que continuam fiés ao seu estilo musical e que primam pela qualidade do som que fazem!

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  3. *limpa a garganta e liga o microfone*

    SEEEEEEEEEEEEEMPRE que eu vejo que as senhoritas decidiram atualizar o blog, eu sinto vontade de pegar a minha Quase-Xará por uma orelha e a dona Futura (aka Thaís) pela outra e colocar vocês de castigo, tipo de joelho no milho e cheirando a parede u.u Depois vou obrigar cada uma a escrever 200 vezes: "Prometo não mais sumir" até a ideia fixar, suas safadas U.ú Sim, a Hellz está revolts HAHAHAH

    no mais...

    AI CARA, como eu queria ser de Brasília :( vejo o cenário do rock tão forte por aí,enquanto eu tô aqui presa num lugar de forró e brega. PORQUE SEM OR? PORQUE EU TENHO DE PASSAR POR ISSO? Muita sorte pra os meninos. E escrever num português simples e bonito né mermo fácil não. ô linda chata de se formular qualquer coisa sem parecer um advogado ._. HAHAHA mas toda sorte pros meninos!

    beeeeeijo
    beinghellz.com

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    Respostas
    1. HAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHHA...
      Amei a revolta, mas merecemos o castigo mesmo u.u
      2016 foi um ano tão chatinho que ficamos devendo ao blog coisas.

      Pow futura, adoro forró e brega kkkkkkk... gosto mais ainda de sertanejo kkkkkk, todo lugar tem o cenário rock, só caçar aii na sua cidade que vc vai achar pessoas revolts tbm kkkkkk

      Bjão futura ;*

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