Review | As Vantagens de Ser Invisível (Stephen Chbosky)

quarta-feira, março 25, 2015 Hell F. 7 Comentários

Vamos a mais uma resenha literária para incrementar nossa seção geek, amiguinhos?

Fonte: Google

Sei que estou atrasada porque todos na face da Terra já leram ><, mas que ao menos sirva de registro no blog.
 
Hoje é minha vez de indicar "As vantagens de ser invisível" (título original: "The Perks of Being a Wallflower"), obra de Stephen Chbosky publicada em 2007 e adaptada para o cinema em 2012,  em que estrelaram os fofos Logan Lerman, Emma Watson e Ezra Miller (ele mesmo, o incrível Kevin de "Precisamos falar sobre o Kevin").
PS: Não me julguem pela falta de euforia com a linda da Emma, apenas não fiz parte da geração HP e meio que pouco me lixo pra ela aehuaheuhea.
 
A avaliação será em dose dupla. Dividirei as resenhas sobre o livro (que ganhei do meu amô, emprestei, não resisti ao filme e baixei só pra ler tudo logo HAHAHA) e sobre o longa para organizar melhor as ideias.
 
Fonte: Google
 
 
Sinopse:





"Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se é real ou imaginário."

 
 
O livro
 

Fonte: Google

 

Minhas considerações: Ok, é mais um enredo adolescente sobre conflitos adolescentes, vamos começar por aí. Ao meu ver, Charlie é um jovem complexo e tão invisível em sua solidão que chega a ser encantador. Ele perde seu melhor amigo e nunca superou a morte de sua tia favorita, o que contribui para seu comportamento acanhado. Ao entrar na nova escola, sente que deve se aproximar de outras pessoas, e eis que surge um surpreendente grupo que lhe traz a sensação de ser infinito. Os personagens ao seu redor se mostram sempre tão intensos e donos de si, protagonistas de vidas instigantes, e enquanto isso ele parece servir de espectador em tempo integral - mas  mal sabem os outros, e mal sabe ele mesmo, o quanto seu jeitinho especial de aprender com as merdas alheias (e com as próprias) pode ser mais interessante do que fazer o que todos fazem, ou sentir o que todos dizem que sentem.
 
O livro detalha tudo que já estamos acostumados na vida real - drogas, depressão, álcool, sexo, brigas, romance e homossexualidade. Fiquei com a impressão de que Stephen poderia explorar mais esses aspectos (para sair do "mais do mesmo"), mas freou o ritmo justamente para manter o público (a base pré-adolescente).
 
Porém, apesar de repetir alguns clichês exageradamente explorados -  tanto na literatura quanto no cinema -, "As vantagens de ser invisível" não é igual às outras histórias por uma série de fatores, sendo eles:
 
1) a narrativa ocorre em forma de cartas de Charlie (o protagonista) para um amigo misterioso, e assim temos a sensação de que são endereçadas a nós;
2) os problemas e traumas sofridos por alguns personagens são descobertos em pontos essenciais na trama, amarrando os fatos;
3) o crescimento do protagonista é nítido durante o ano relatado e suas perspectivas mudam nessa passagem de tempo;
4) há uma descoberta chocante que garante um final muito bonito *.*.
 
Num todo, achei a construção da trama mais fraca do que o esperado ~ não por ser ruim (jamais), mas por acreditar em um potencial fora do comum que poderia oferecer. Não poderia dar nota máxima em virtude da existência de livros muito melhores, mas como tudo na vida, se trata de uma questão de gosto. Inicialmente, o Stephen passou a ligeira sensação de que retrataria adolescentes de uma forma não caricata, mas infelizmente deu esse deslize (o que é perdoável, afinal a história é teen). É notável a conexão entre o relacionamento de Charlei com seu professor (que o incentiva a treinar sua escrita) e suas cartas no decorrer da história, pois as mensagens embaralhadas do início passaram a se tornar mais claras, sacada inteligente do autor.
O que achei fascinante foi o desenvolvimento do personagem principal, que aparentava ser simples e previsível e durante todo o tempo me surpreendia. Quando pensava que faria tal loucura, se comedia. Quando imaginava que iria perder sua ingenuidade, aprontava e não perdia a ternura. A impressão que tive é de que já conheci vários Charlies, uns menos problemáticos, outros mais eufóricos. O melhor do livro é sentir vontade de abraçar o garoto e ser amiga dele para sempre, para que se sinta infinito inúmeras vezes.
 
Como toda leitura, vale a pena. Mas não façam como eu, que comecei a ler e não contive a curiosidade ao ver o filme disponível (no Netflix) e só depois continuei a acompanhar.
 
Moral da história -> É melhor ler antes e criticar o longa depois, como todos aheuheuaheue.  
 
Classificação: 4/5
 
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Fonte: Google
 
 

O filme
 


Fonte: Google


 
Minhas considerações: Posso estar cometendo um pecado literário ao preferir a versão cinematográfica de uma obra ao invés da original, socorr AHHAAH! A nota de avaliação é a mesma, entretanto eu achei   a produção cinematográfica um pouco mais tocante do que a leitura. Não que seja o melhor filme ever, NÃO É. Filmes teens com menos intensidade (como "10 coisas que odeio em você") conseguem ser melhores, haha!
 
Como toda adaptação, não é 100% fiel ao enredo do livro e a história tende a ser acelerada - o que faz parte. O que me fez gostar mais do longa foi a interpretação. Não tem como imaginar outro Charlie, outra Sam e outro Patrick a não ser os atores que deram vida a eles. Ezra, novamente, mostrou que samba de fio dental na atuação, e o Patrick é de longe meu personagem favorito.
 
Apesar dos velhos truques como a música triste na hora da decepção e essas apelações com corações juvenis, é preciso perceber que se trata de um filme a-do-les-cen-te. Os problemas abordados são comuns (apesar de um baque "inesperado"), e o ritmo tomado foi ideal. Não há como imaginar versão melhor para o livro do que essa.
Aspectos como fotografia, roteiro e trilha sonora também contribuíram para essa excelente produção, por isso mega recomendo.
 
Classificação: 4/5
 

Fonte: Google
 
"As vantagens de ser invisível" parece ser mais um retrato do cotidiano de um adolescente normal, mas não é. Pode parecer bobinho pelo trailer ou sinopse, mas vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões. Espero que tenham curtido e até mais, Brazel ;*
 
Hell (bat0mcomalcool)

AUTOR

Hell (bat0mcomalcool). Vulgo Hell {Ellen F.}. Ex-punk, fumante inveterada, colorida e rabiscada. Geminiana em dobro. Filha de Xoroquê e neta da Grande Mãe. Adotou o deboche como filosofia de vida e aceita a decadência como eterna companhia. Viciada em História, política, poesia, cultura vintage, seriados, literatura e The Sims.

7 comentários:

  1. Que resenha foda Hell super completa <3

    bjos

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  2. louca pra ler o livro, e claro, ver o filme ^^

    Conhece a Ler Editorial? Falo dela lá no blog, vem conferir?
    http://www.blogespacoteen.com/2015/03/parceria-ler-editorial-eventos.html
    Beijos ;*

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  3. Eu adoro o filme! Não sei se teria paciência pra ler esse tipo de livro.

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  4. Oi Hell gatissima xD
    Eu jah tava com saudade de resenhas de livros por aqui (desde "garota interrompida") *_____*
    Tentei ler pq minha irmã ta nakela fase de tudo ser john green, nicholas sparks e essas coisas todas kkkkkk mas nao tive paciencia, nem por ser muito adolescente pq eu ate curto o tema, e que achei cansativo mesmo :/
    Mas depois de ver tudo que vc absorveu fiquei com vontade de ler direito kkkkk

    adorei a critica =***

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  5. Ainda não li. Mas já vi o filme. Não gostei muito por isso não quis ler.
    Beijos

    http://www.cherryacessorioseafins.com.br/

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  6. OI XARÁÁÁ!

    então... não se sinta um ET, eu só vi o filme dia desses e ainda não cheguei nem perto do livro! Aliás, cheguei perto sim. Dia desses fui na biblioteca da faculdade e dei uma folheada. Me interessei e fiquei surpresa ao perceber que o livro todo é formado por cartas, quase que um diário. Isso me deu mais vontade ainda de lê-lo! Sem contar que eu curto todo esse lance psicológico do negócio HAHAHAH

    BEEEEEEEEEIJO
    estou com saudadinha de você :(

    beinghellz.blogspot.com

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  7. Na época que o filme foi lançado fiquei super animada para assistir, mas acabou passando e não vi. No final do semestre passado tentei ler o livro mas achei o ritmo bem chato, não cheguei nem na metade :/
    Sua resenha está ótima, simples e bem feita ^^

    Beijos e uma ótima semana!
    Tribo Alternativa

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