Entrevista | Signo XIII

A banda brasiliense Signo 13 surgiu em 2012, criada pelo músico Felipe Rodríguez e inicialmente composta somente por ele, formato que durou por três anos. Após lançamentos de EPs e participações em ações sociais, iniciativas diversas e até mesmo em filmes, o grupo se tornou um trio em 2015. A convite do blog, o Felipe bateu um papo conosco, vamos conferir?

Acervo da banda

Quais são as suas principais influências musicais – nacionais e internacionais?

Olá, Hell e Faroeste Manolo. Bem, sempre fui fundo nesse lance de pesquisar sons ao redor do mundo, principalmente post punk, garage, hardcore, surf music... E acabei encontrando muita música boa, diferente e pouco convencional que influenciaram em muito a obra da Signo XIII, como: Q4U (ISL), LARVE (CRO), SIEKIERA (POL), DÉCIMA VICTIMA (ESP), LIMA 13 (PER), MUSTA PARAATI (FIN), RITUAL (UK), LOS ESTOMAGOS (URU), THE SOUND (UK). Do Brasil, CABINE C, ETHIOPIA, MUZAK, ARTE NO ESCURO, LUPERCAIS, VARSÓVIA, ELITE SOFISTICADA, IRA!, AS MERCENÁRIAS, OS ANIMAIS DOS ESPELHOS.



Como funciona o processo de criação da banda?

Sempre que lembro anoto as ideias, frases soltas, gravo riffs no celular, aí quando sento com o violão pra compor alguns rascunhos já estão bem adiantados. Então é só dar uma lapidada final, juntar as partes, escrever um refrão...
Estou sempre procurando me estimular criativamente com novas e boas informações, todos os dias, das mais diferentes fontes possíveis. Os programas da Kexp FM, Maximum Rock and Roll, Mutante Radio. Blogs como Hominis Canindae, Terminal Scape, El Sendero Oscuro, Share this Breath e Licor de Chorume são ótimas fontes para se descobrir novas coisas e se manter infomado do que anda acontecendo de bom na música alternativa.

Acervo da banda

Após algumas formações, como está a banda atualmente? 

A Signo XIII é um pretexto para tocar com meus amigos e essa troca de integrantes é interessante, pensando por um lado criativo, e quero que ainda mais pessoas participem. No fim do ano passado gravei algumas bases no violão e o amigo H.Sarx construiu uns beats para essas faixas, fui pro estúdio com esses samples de bateria e gravei uma track chamada “Mendacium”, e recentemente essa faixa saiu na compilação “The Temple of Souls Vol.II - Brazilian Sound Sampler” lançado pelo selo paulista DEEPLAND RECORDS no início de 2017, e você pode achar esse e outros materiais no sebo virtual Escafandro.


No momento penso em explorar mais as possibilidades com bateria eletrônica em estúdio e quem sabe umas lives. Em breve soltarei mais tracks, fiquem ligados no soundcloud e bandcamp da banda.



De onde veio a ideia de mesclar gótico  com  surf music? Qual a resposta do público diante dessa mistura?

Teve um som em especial que me motivou a fazer esse “crossover”, que foi o 45 Grave “Surf bat” do disco “Sleep in Safety”. Já tinha umas estruturas de sons mais nessa linha surf music/punk, e não queria ter que montar um outro projeto só pra tocar esses sons, aí lembrei desse som do 45 Grave, cujo LP achei no centro de Goiânia (em um daqueles sebos), e foi o incentivo que faltava pra mesclar esses surf´s no repertório da Signo XIII, então diluí as faixas e coloquei uma em cada EP, como o Autoramas faz. Mas tem outros exemplos por aí, como o disco solo do Rikk Agnew, “All by Myself”, que tem muita influência surf, ou Gastly Ones, que é de surf e utiliza uma atmosfera soturna nos sons. Em geral o público curte, aqui no Centro-Oeste são raras as bandas que tocam o estilo. Gosto tanto de surf music que toco em uma banda chamada Os Gatunos, na qual fazemos um estilo chamado “Surf Music Instrumental Popular de Boteco” - nos apresentamos de uniformes e máscaras e já lançamos o nosso primeiro disco: “Os Gatunos vão a praia” (2016).

Acervo da banda

Há  espaço  para  a  cena  pós‐punk/gótica no Distrito  Federal? O  que  falta  de incentivo  para  que  as  pessoas  se  mobilizem  a  conhecer  ou  a  prestigiar  a  cena brasiliense?


Sim, pra boas ideias sempre tem espaço, está cheio de bares procurando propostas legais. A nível local, a cena post punk sempre teve alguém representando. Por aqui sempre surgiram boas bandas como Vitrine, Últimos Versos, Luiza Fria (em que fui baterista), Bach long Arch, Lupercais, Satélite Sonoro (que fui baixista). Atualmente há o Baratas de Chernobyl, de Ceilândia, que acabou de lançar disco, então aqui sempre teve seu público com seus altos e baixos, como qualquer outra cena.

De repente o que falta, é o que aos poucos as pessoas foram perdendo, que é a curiosidade. Curiosidade para descobrir novos sons, novos escritores, novos cineastas, valorizar o que é feito na cidade. Está cheio de moleque que sabe tudo sobre a cena de Seattle ou do Bay Area, e não consegue citar 5 bandas de sua região.


Nunca se produziu tanto pra se apreciar tão pouco. Porém, sempre tem alguns contra a maré, procurando novas ideias e é pra essa galera que vale a pena fazer as coisas, seja um show, disco, fanzine, exposição, etc.



Vocês participaram da ação F.O.D.A. Pública, também estiveram envolvidos  em coletâneas  e  até  de  um  filme  brasiliense.  Vocês,  que  estão  engajados  no ambiente  cultural,  acreditam  que  o  underground  ainda  existe,  mesmo  com  a democratização da internet? Com isso, vocês pretendem conquistar mais ouvintes por meio da web ou acreditam que a velocidade da  tecnologia afasta o público  mais raiz? O que pensam a respeito disso?

A Internet democratizou o underground, hoje é muito mais fácil conectar a obra ao seu público-alvo,. Certos nichos continuam mais segmentados como o punk, metal ou o próprio gótico/pós punk, que apesar de viverem à margem do mainstream, mantém um público fiel, ativo, que compra a camisa, o disco. Então, se o trabalho é bem-feito e se consegue enxergar o seu público em potencial com clareza, é possível desenvolver um trabalho bem sucedido de disseminação do seu trampo.

Estamos em 2017 e temos que se adaptar e usufruir dessas novas tecnologias que vieram facilitar o cotidiano das bandas, negar isso só vai reduzir o espectro de alcance do seu trabalho, o “Do It Yourself” é ressignificado todos os dias.

Mas do lado negativo é que, por exemplo, não se imprime ou se faz muito menos flyers e cartazes de shows, focando quase que 100% numa divulgação virtual. A ordem das faixas dos discos ficaram banalizadas depois das plataformas de streaming, esse lance de coagir o artista a ter que pagar pra ser visto com anúncios patrocinados.... porém, equilibrando as ações dá pra alcançar bons resultados.

Acervo da banda

De que suas músicas tratam em comum? Alguma mensagem específica para o público?

Nossa música busca refletir a nossa época, o lugar e as circunstâncias em que vivemos. Então, o ambiente quase sempre é urbano, reflexões introspectivas, a visão acerca das coisas que nos rodeiam..

Nossa postura é totalmente antifascista, principalmente frente a esse levante ultraconservador no Brasil que vem ficando mais explicito nos últimos anos.

Acervo da banda

Por quais meios os produtores podem contatá‐los para a agenda de shows?


Para contatos imediatos o mais aconselhável é a nossa página do Facebook, só mandar uma mensagem por lá ou via e-mail para bandasigno13@gmail.com que desenrolamos as propostas.

No momento a Signo XIII não está fazendo shows, mas lá pro final de 2017 e início de 2018 provavelmente já estaremos com uma nova formação, porém está por vir alguns singles ainda neste semestre, aguardem!

Acervo da banda


Algo  a  acrescentar  que  não  tenha  no  release?  Espaço  democrático  para inserirem tudo que desejarem.


Bem só queria falar que também tenho um zine com a Luciana Ribeiro que trata de artes plásticas e música e contribuo fazendo algumas artes, entrevistas e uma coluna gastronômica hehe e o fanzine caminha para o número 9, rola de ver as edições no https://issuu.com/lucianaribeiro90/docs.

E comecei um projeto eletrônico chamado MONOMOTOR ESTÉREO em que faço os sons através de aplicativos de celular e tem rendido uns resultados bem legais, rola de conferir aqui https://soundcloud.com/monomotorestereo.


Acabo aproveitando muitas sobras da Signo XIII nesse projeto. E pra quem quiser CDs, adesivos, pôsteres e outros produtos da Signo XIII (ou dos meus outros projetos), acesse o sebo virtual Escafandro: www.escafandro.minestore.com.

Valeu, Ellen e blog Faroeste Manolo!
Vida longa!
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Bacana pra caramba, né, manolos? Seguem abaixo todos os links da Signo XIII:

www.signo13.bandcamp.com
www.sundcloud.com/signo13

www.facebook.com/signoxiii
bandasigno13@gmail.com

Downloads:

El verdugo y la vendetta - 2012

Entrevista | Banda Venice

A Venice volta à cena do rock nacional para mostrar seu novo trabalho, intitulado Santuário. Com letras fortes e riffs pesados, o quinteto mescla metal e hardcore em um som moderno. Os vocais cleans e berrados se misturam contagiando o público por todo o Brasil. A Venice é formada por Thi, Leo, Pedro, Sérgio e Hideki, que concederam esta entrevista para apresentar o retorno do grupo. 

Acervo da banda

Meninos, nos informem o seu ano de formação, integrantes e respectivos instrumentos.
A Venice foi lançada em janeiro de 2013, mas em 2015 passou por uma reestruturação, mudança de integrantes e em 2016 foi relançada com uma nova proposta, uma nova identidade, uma nova banda. Atualmente é composta por Thi no vocal, Leo na guitarra, Sergio na guitarra solo, Pedro na bateria e Hideki no baixo.

Como a banda começou?
A banda começou com dois amigos que tinham um projeto de fazer um som diferente, original e que agradasse o máximo de público possível. Com o tempo as ideias foram ficando cada vez mais concretas e assim surgiu a Venice, que no início tinha outro nome.



Quais são as principais influências para a Venice (em cenário mundial)?
No álbum Santuário, as maiores influências foram Beartooth, While she sleeps, Bring me the horizon e Slipknot.

Venice em abertura de show para a banda francesa Chunk no Captain Chunk (Acervo da banda)

Como é a cena do metal e do hardcore no Rio de Janeiro?
A cena carioca anda bem fraca. Shows vazios, falta de público, poucos eventos que realmente fazem o cenário se mover. Claro que existem pessoas e bandas que tentam, de todas as formas, fazer a cena crescer de novo e nós realmente acreditamos que isso vai acontecer, por isso estamos aí, com material novo e colocando a cara para tentar aparecer.

O Rio é um estado conhecido por ritmos como funk, samba e pagode. Vocês já sofreram algum tipo de preconceito por fazerem parte de um estilo completamente diferente do predominante?
Mesmo não sendo o principal estilo musical do Rio de Janeiro, a molecada aqui curte um rock and roll. Por todos os lugares que passamos encontramos pessoas carentes de rock nacional com qualidade e bandas que eles realmente se identifiquem. Já olharam de cara feia quando chegamos com todo o nosso equipamento para fazer certos shows, mas não por ser uma banda de rock.


Já tocaram em outros estados? Quais? Conte-nos um pouco das experiências interestaduais.
Em nosso primeiro ano de banda fizemos quase 60 shows. Foi um puta começo. Já passamos por cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Tivemos uma ótima passada pelo Sul também, conhecendo Floripa e Curitiba.

As letras em português afastam ou aproximam o público-alvo? Por quê? 
Tentamos dar uma pegada "gringa" para as nossas músicas, mas ao mesmo tempo decidimos por escrever em português para que o público realmente se identifique com nosso trabalho na sua língua nativa. É bem difícil escrever em português e passar uma mensagem mais profunda, tentando, ao mesmo tempo, escrever de forma simples. Mas acredito que estamos conseguindo. Estamos sendo bastante elogiados pelas letras e as pessoas tem se conectado com elas. Vendaval é uma música que muita gente chega e fala que chorou ouvindo, por exemplo. Isso é muito bom!

Venice no Niterói Tattoo Fest (Acervo da banda)

Quais são as vantagens de manter uma banda underground hoje em dia?
Toda banda tem que passar pelo underground. Tem que carregar equipamentos e tem que tocar em buracos mesmo que com o tempo cresça. Nossa meta é crescer, é viver da banda. Acredito que para o underground voltar a funcionar como já funcionou, falta muita organização e respeito. Até lá, o ponto positivo que vemos é o contato e o carinho direto dos fãs.

E as desvantagens?
A principal desvantagem é o desrespeito com o trabalho das bandas - é não tratar como um trabalho, fazendo com que os músicos tenham que tirar do bolso para pagar as próprias despesas.


Conte-nos um pouco do processo de criação do álbum disponibilizado no canal de vocês (Venice Brasil).
Foi um álbum complicado. Estávamos trocando o vocal da banda, mudando o estilo. Mas durante o processo de criação tudo ficou mais fácil, porque dessa vez estávamos criando algo que realmente acreditávamos. As composições fluíram a partir de riffs de guitarra, que viravam todo um arranjo e depois trabalhávamos nas letras. No final chegamos no resultado que vocês podem escutar no nosso álbum, que todos nós escutamos direto porque nos agrada bastante.

Quais são os contatos para shows?
Principal meio de nos contratar é através do nosso e-mail venicecontato@gmail.com ou pelo telefone (21) 972737074.

Onde os fãs podem acompanhar a agenda?
As principais mídias sociais que usamos são a Fanpage, o Twitter e o Instagram.
 
Quais são seus principais canais nas redes (links, por gentileza)?
Além dos links acima, o canal do Youtube.


Vale ressaltar que TODA a equipe do Faroeste curtiu muito o som da Venice e esperamos mesmo que nossos leitores apoiem a cena nacional e procurem conhecer o som de quem luta por um lugar ao sol em nosso amado circuito underground. Agradeço ao Leo e aos meninos pelo bate-papo e desejo sucesso para a banda!

Valeu, gente, até a próxima entrevista =*

Entrevista | Bota Gasta

Saudações, queridos! Este post de retorno do Faroeste é especialmente dedicado a todos que curtem a cena punk e suas subvertentes. A banda Bota Gasta está na ativa há tempo suficiente para ser considerada clássica, especialmente em São Paulo, onde foi formada. O BG recebeu influência de grandes grupos punks brasileiros e se tornou tradicional na cultura underground da capital paulista. Com letras autorais que reforçam a dificuldade da vida do típico trabalhador brasileiro, o grupo também aposta no principal objetivo do rock: diversão. Confiram a entrevista concedida pelos integrantes (Mosca, Carlinhos, Maurão e Silas). 

Arquivo da banda

Quais são as principais influências musicais do BG desde a sua formação?
Começou com Vírus 27, Garotos Podres, Plebe Rude,Fogo Cruzado, Cockney Rejects, 4skins,Cock Sparrer, Toy Dolls, Ramones e Motorhead,sempre! Depois o leque de influências foi aumentando com Cólera, Misfits, Danzig, Ratos de Porão e metal em geral de 80 e 90.

Qual a mensagem geral passada pela banda em suas músicas?
Tentamos passar uma mensagem que exalte a força do cidadão brasileiro, de críticas e cobranças em relação ao governo, mas também de não ficarmos de braços cruzados esperando que o governo resolva nossos problemas, porque nós todos somos o Brasil! E algumas músicas não tem mensagens, são apenas para se divertir.

Cantar em português os aproxima do público?
Acreditamos que sim, principalmente em músicas de protesto, porque nossos problemas são em português brasileiro (risos), mas uma música ou outra fica mais legal em inglês, cujo idioma nunca foi o nosso forte, mas a gente dá uma arranhada (risos)!

Arquivo da banda

O reconhecimento e parceria de bandas como Sangue Ruim Vírus 27 nunca fizeram com que o BG fosse considerado uma banda regional, que priorizasse o chamado SP/HC (no caso da SR). Tendo em vista que muitos dos símbolos do grupo exaltam o orgulho brasileiro como um todo, qual a postura dos integrantes da banda (todos trabalhadores) quanto a atual situação do país? Qual o posicionamento geral sobre a fase em que o Brasil está passando? Há esperança de dias melhores?
Meus amigos, a nossa postura é a mesma dos demais cidadãos do pais: continuar trabalhando para tornar o Brasil um país melhor e mais justo para todos! Quanto ao nosso posicionamento político é difícil dizer, pois nem os cientistas políticos que estudam a vida toda conseguem ter uma opinião a respeito, mas gostaríamos de apertar o botão reset na política, porque até agora tiramos o seis e colocamos o meia dúzia, afff... Quanto à esperança, bom, acreditamos que enquanto há vida há esperança!!!

Arquivo da banda

A frase “Somos uma mistura de raça” (da música homônima) se tornou um lema do BG, que conquistou fãs de todo o país devido ao posicionamento antirracista - muito antes do tema se tornar assunto amplamente discutido nas redes sociais. Sabemos que nos últimos anos a banda não mais levanta bandeiras, mas como um grupo clássico e influente no meio do rock, como vocês encaravam a responsabilidade de divertir e também conscientizar nos palcos contra a cultura do ódio?
Então... A música "Somos uma mistura de raças" foi feita na verdade para mostrar ao publico que não conhecia o movimento “Oi!” que tanto o Bota Gasta quanto as pessoas que frequentavam as gigs não eram e nunca foram racistas, principalmente para alguns meios de comunicação não especializados! Quanto a combater a cultura do ódio, não foi uma coisa pensada, foi algo que aconteceu pela própria característica dos integrantes da banda, que têm amigos headbangers, rockers, punks, skins, motociclistas entre outros de todas os credos e raças. Então acho que a energia da banda faz isso acontecer, pois só tentamos nos divertir junto de todos.

Arquivo da banda

Apesar de SP ser o maior celeiro nacional de bandas de rock, infelizmente ainda é difícil viver de música no Brasil. Percebemos que o BG é parceiro de várias outras bandas da cena paulista, o que cria um elo entre o público e outros grupos. O BG possui como meta alcançar o mainstream, ou o espírito continua sendo apenas se divertir tocando na cena underground? Conte-nos um pouco sobre a visão da banda sobre o assunto e também sobre suas parcerias.
Todos nós quando jovens (faz tempo...risos) sonhávamos em viver de música, mas sobreviver do underground no Brasil é muito difícil, acho que poucas bandas conseguiram, talvez apenas o Cólera e Garotos Podres tenham conseguido por algum tempo. Ultimamente acho que alguns como o Matanza, Autoramas e algumas bandas de metal, como Krisiun e Torture Squad. O Bota Gasta toca mesmo por diversão, todos da banda trabalham e ensaiamos nos finais de semana quando dá. A parceria com outras bandas também acontece naturalmente. Temos amigos que tocam em várias bandas, então convidamos alguns para tocar conosco ou somos chamados para tocar com eles. Às vezes somos convidados pra tocar em bares, casas de show e clubes junto com bandas que não conhecemos e aproveitamos pra expandir o nosso círculo de amigos.


Em 2010 vocês abriram o show da The Business, que é consagrada na cena streetpunk. Conte-nos um pouco da experiência.
Haha! Essa foi um experiência muito gratificante! Na época estávamos passando por um momento bem difícil, o Carlinhos (baterista) estava se recuperando de um acidente grave em que ficou de cama durante vários meses. Daí pintou o convite do André para fazer a abertura do show do The Business. Foi uma correria porque a banda estava parada esperando o Carlinhos se recuperar, ele tentou acelerar a volta, mas não deu, então chamamos um amigo nosso (o L.L). Ele ensaiou um tempo com agente e tocamos no Inferno, na Rua Augusta, com o L.L. na batera e o Carlinhos cantando junto com o Mosca (vocal)! Nós adoramos, a galera adorou, o pessoal do The Business foi gente boa demais, os caras também curtiram e depois assistimos o show deles, que foi muito louco. E pra fechar com chave de ouro a noite, fomos tomar cerveja porque ninguém é de ferro, né?

Arquivo da banda

Prestes a completar 15 anos de história, quais os ensinamentos conquistados até então?
Que se você quer tocar rock underground no Brasil, você tem que gostar muito! Faça tudo você mesmo, não espere pelos outros, porque a ajuda vem apenas de alguns poucos amigos.
Tente cultivar a amizade, entre as pessoas e as bandas!




Onde os interessados podem acessar a agenda da BG e ficarem por dentro das gigs? E também como adquirir materiais (camisetas, patches, CDs e etc)?

Para saber sobre o Bota Gasta:



Formação atual:
Mosca - Vocal
Carlinhos - Bateria
Silas - Baixo
Maurão - Guitarra

Sensível demais, eu sou um alguém que chora...

Retirado do Google

  Se você assiste e está atrasado com Arrow, Once Upon a Time e Orange is The New Black, infelizmente este post não é pra você, volte quando terminar (beijos de luz kkkk).
 
  Sabe quando você diz que chorou muito assistindo um filme ou uma cena triste da sua série preferida? Normalmente a pessoa exagera, soltou só umas lágrimas e às vezes só ficou triste, mas eu não sou dessas kkkkkk... Quando eu postar nas minhas redes sociais que estou soluçando de chorar é li-te-ral-men-te!
  Meus amigos já estão ligados no paranauê da minha hipersensibilidade, eu choro em tudo: filmes, séries, noticiários e comerciais #SouDessas. E devido aos últimos acontecimentos no mundo fictício que tanto nos prende, eu resolvi mostrar alguns desses casos de choro sem fim, porém, ao tentar selecionar só alguns eu descobri que iam ficar muitos de fora, inclusive o meu favorito que já assisti 19213132373648237463468390 vezes e chorei em todas, Moulin Rouge, normalmente quando eu assisto é porque estou deprê e quero chorar kkk. 

ATENÇÃO

OS GIFS FAZEM JUS A REALIDADE!

FILMES

1. Um amor pra recordar


Tumblr
Preciso nem dizer né? Histórias de amor com morte no final acabam com o meu psicológico.

2. Diário de uma paixão



Retirado do Google

         Como sobreviver ao casal de velhinhos  com uma linda história  de amor que morrem juntos no final? 

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3. Uma prova de amor

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  Até por conta da história da minha família, filmes com enredo de pais perdendo filhos é de arrasar com meu coração, não posso ver pais chorando nem na ficção.

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4.  The Lovely Bones (Um Olhar do Paraiso)

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Como eu disse anteriormente: filho morto + pais sofrendo = Thaís sem chão. Se eu falar que eu passei o filme TODO chorando desse jeito, acreditam?

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DOCUMENTÁRIO

1. Bridegroom

Retirado do Google
  Não sou muito de assistir documentários, mas esse é sem palavras, recomendo muito, não passei 1 segundo sem chorar.

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SÉRIES

Outro vício que tem destruído minha vida...

1. Grey's Anatomy

  Assisto desde o começo e são 12 temporadas sofrendo com a Shonda, 12 temporadas que eu não sei lhe dizer qual foi a cena que eu mais chorei, por isso, eu só tenho uma coisa a dizer...

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2. Glee

  Detesto quando meus personagens favoritos morrem nas séries, eu realmente sinto como se eles estivessem morrido na vida real, então vocês imaginem como foi o capítulo em tributo ao ator Cory que fazia o Finn ? A arte imitando a vida!

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3. Arrow

  Não é uma série emotiva, mas como eu já disse, detesto perder um personagem favorito e a morte da Black Canary não era esperada, logo não estava preparada pra isso.

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4. Once Upon a Time

Outra série que não é de fazer ninguém chorar, mas eu sou ENLOUQUECIDA pela Regina a Evil Queen *_*, então tudo que acontece com ela de ruim (o que é sempre) me afeta.

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Ai na ultima temporada vão lá e matam o amor dela de novo e eu fico como? Primeiro com muita raiva, mas sempre chorando...

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5. Orange is The New Black

Agora chegamos no culpado deste post, eu não estou bem e não me recuperei, ainda estou em estado de choque.

Essa sou eu hoje
No penúltimo episódio da quarta temporada a Poussey morre, COMO ASSIM?


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  Eu juro que não tinha forças nem pra assistir ao último capítulo e o assisti todo no mesmo nível que Carminha acima. Tava difícil até ler a legenda, dai eles me terminam o ultimo episódio com essa cena...

A Poussey se despedindo
POR QUÊ? JÁ NÃO ESTAMOS SOFRENDO DEMAIS? 

Eu logo em seguida
Passei o dia tentando entender o porquê dessa reviravolta da que sem dúvidas foi a MELHOR temporada de OITNB, e após ler uma entrevista da atriz Samira Wiley eu comecei a entender (porque aceitar será difícil), e eu só tenho a dar mil parabéns aos responsáveis pela ideia e pelo conjunto da obra. Em Orange, os personagem secundários tiveram mais foco, e quarta season não foi maçante, deu pra rir muito, ficar revoltado e no fim só lágrimas.

Deixando o link aqui para vocês lerem a entrevista também, recomendo a leitura porque a percepção do final será outra.

Falei que o post ia ficar gigante? Nem coloquei 5% de todos que me fizeram chorar, o que acharam? Juro que não sou depressiva, só um pouco sensível xD